Total em 1 parcela: R$59,59R$59,59R$59,59com todos os cartões.
O desconto será aplicado sobre o valor do produto (sem frete) ao escolher o meio de pagamento.
Não acumulável com algumas promoções
Ou pague em
1xdeR$59,59
sem juros
Total R$59,59
2xdeR$29,80
sem juros
Total R$59,59
3xdeR$23,29
Total R$69,88
4xdeR$17,71
Total R$70,84
5xdeR$14,28
Total R$71,39
6xdeR$11,95
Total R$71,71
7xdeR$10,29
Total R$72,01
8xdeR$9,03
Total R$72,23
9xdeR$8,05
Total R$72,46
10xdeR$7,28
Total R$72,84
11xdeR$6,66
Total R$73,23
12xdeR$6,13
Total R$73,56
Pix
3% de desconto pagando com Pix
Total: R$59,59R$57,80R$59,59
O desconto será aplicado sobre o valor do produto (sem frete) ao escolher o meio de pagamento.
Não acumulável com algumas promoções
Cartões de crédito
0% de desconto pagando com Cartões de crédito
Total em 1 parcela: R$59,59R$59,59R$59,59com todos os cartões.
O desconto será aplicado sobre o valor do produto (sem frete) ao escolher o meio de pagamento.
Não acumulável com outras promoções
Ou pague em
1xdeR$59,59
sem juros
Total R$59,59
2xdeR$29,79
sem juros
Total R$59,59
3xdeR$21,79
Total R$65,39
4xdeR$16,59
Total R$66,36
5xdeR$13,44
Total R$67,22
6xdeR$11,33
Total R$68,02
7xdeR$9,80
Total R$68,66
8xdeR$8,69
Total R$69,56
9xdeR$7,82
Total R$70,43
10xdeR$7,10
Total R$71,00
11xdeR$6,53
Total R$71,88
12xdeR$6,06
Total R$72,77
Descrição
“Quando se tenta perseguir a virtude aos seus extremos, o vício emerge”, escreveu Pascal. Outra não foi a conclusão de Montesquieu, no Espírito das leis: “Leis extremas para o bem engendram males extremos”. A história da ética e dos códigos legais ilustra a pertinência do preceito de inspiração socrática inscrito no templo de Apolo – Nada em excesso – e que seria depois retomado, elaborado e sistematizado pela ética aristotélica. Em Contra a transparência, Hamilton dos Santos oferece um lúcido, sereno e oportuno adendo a essa linhagem argumentativa: uma análise do capcioso apelo e dos riscos inerentes ao ideal da transparência radical como um “fármaco moral infalível”. Mal dosado, o remédio é tóxico: injeta e destila veneno. O corpo vê-se; o coração adivinha-se. Imagine um choque de absoluta transparência: um mundo em que tudo o que nos vai pela mente – nossos pensamentos e desejos, fantasias e intenções, por mais secretos, caprichosos e recônditos – torna-se inteiramente acessível, como livro aberto, às pessoas com quem convivemos. O que decorreria? O abalo, claro está, seria devastador. É difícil imaginar que algum casamento, namoro, relação familiar ou amizade sobrevivesse ao terremoto. O mesmo vale para as nossas relações profissionais, civis e no mundo corporativo, sem esquecer do que isso implicaria para as figuras de proa e maior visibilidade na cultura, na mídia e na política. “Entendemo-nos porque nos ignoramos”, como diria Fernando Pessoa. É plausível, talvez, supor que ultrapassado o trauma do choque e de suas sequelas desagregadoras a convivência interpessoal caminhasse para algum novo tipo de equilíbrio baseado em outras – e por ora ainda ignoradas – formas de sociabilidade. O que é certo, entretanto, é que a extinção da privacidade do nosso mundo mental e a exposição pública nua e crua do inescapável hiato entre ser e parecer deitariam por terra um alicerce fundamental e constitutivo de tudo que até hoje conhecemos por vida civilizada – e não só no moderno ocidente. O que há de errado com o clamor pela “transparência total”? O livro articula dois argumentos centrais. O primeiro é o de que se trata de uma quimera inexequível, uma vez que não só “faltou combinar o jogo com a natureza humana” como, além disso, é preciso lembrar que “toda luz seleciona, todo ver pressupõe filtros e toda transparência institui, ao mesmo tempo, novas opacidades”. E, o segundo, é o de que, mesmo exequível, isso seria indesejável na medida em que sua adoção e imposição “corrói a confiança, empobrece a responsabilidade e obscurece justamente aquilo que promete revelar”. O terror de um mundo em que ninguém mais tem algo em sua vida em relação a que tenha de fingir ou mentir porque tudo está permanentemente à vista dos outros. A sociedade da vigilância total e do temor onipresente é uma receita de tirania. A transparência na vida em sociedade, argumenta Hamilton dos Santos em seu elegante ensaio, é como um suplemento vitamínico no organismo de um indivíduo: terapêutico em doses judiciosas e condições específicas mas, de outro modo, um tóxico letal. Remédio-veneno.
Informações sobre o Livro
Idioma : Português Editora do livro : ILUMINURAS Autor : SANTOS, HAMILTON DOS Título do livro : Contra a Transparência - Um Ensaio Data de publicação : 23-03-2026 Gênero do livro : Filosofia Peso : 200 g Quantidade de páginas : 96 Ano de publicação : 2026 Altura : 30 cm Largura : 23 cm Características:Idioma: PortuguêsEditora do livro: ILUMINURASAutor: SANTOS, HAMILTON DOSTítulo do livro: Contra a Transparência - Um EnsaioData de publicação: 23-03-2026Gênero do livro: FilosofiaPeso: 200 gQuantidade de páginas: 96Ano de publicação: 2026Altura: 30 cmLargura: 23 cm